Retrospectiva 2010

A grande verdade é que eu sempre fico meio atordoada no final de ano. Eu sei, na teoria não significa nada. A gente vai dormir em 2010, acorda em 2011 e nada muda. Você continua a mesma pessoa, com a mesma vida, as mesmas lutas, as mesmas dívidas (eu parcelo tudo até dezembro! hahahahaha), o IPVA que vence em janeiro, os mesmos quilos a perder, as mesmas músicas no MP3.

Eu sei de tudo isso. Juro que sei.

Mas encerrar ciclos sempre me deixa saudosista. Enquanto todo mundo comemora o Ano Novo que começa eu sempe fico com uma dor no coração de abandonar o ano que ficou para trás. Parece que na expectativa de ter algo melhor do que eu já tenho, eu abandono o que não é tão bom assim de uma hora para outra, no melhor estilo traidora mesmo.

Eu sei. Eu tenho problema.

Mas eu penso nisso desde que era criança, acho que no primeiro Ano Novo que passei com meus pais na praia. Eu via aquele povo comemorando TANTO e só pensava em como aquele ano deveria ter sido ruim para eles.

Com o tempo e os anos passando, eu entendi que era algo que tinha muito mais a ver com a minha preferência pela zona de conforto do que com o ano ter sido muito ruim para o resto do mundo. Sabe aquela pessoa que senta num lugar e quer ficar lá? Não importa quanto tentem convencê-la de que mais para frente pode ter um lugar melhor? Eu sou a pessoa que prefere ficar sentada no lugar ruim a correr o risco de ficar em pé.

Sério.

Eu sou aquela que comemora o que pode vir de bom no novo ano, mas fico com um frio na barriga pensando no que pode ir embora com o outro.

Neste fim de ano, entretanto, o saudosismo ainda não havia me tocado. Eu ainda não havia tido tempo de perceber que o final do ano estava tão próximo: foi sem dúvida o dezembro com os horários mais bagunçados de todos os tempos, não consegui comprar um presente, não consegui adiantar nada do casamento, não consegui terminar de arrumar o tal armário dos meus livros para a minha mãe…e de repente, puft, Natal. E de repente eu com infecção gastrointestinal de novo (deve ter um lado psicossomático…é o segundo ano novo seguido que tenho isso….). E de repente eu deitada na cama ontem vendo TV, quando me dei conta de que a retrospectiva da Globo, a última das emissoras a fazê-la é hoje.

Mas dessa vez é diferente… 2011 é o ano do meu casamento!

 

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6 Respostas para “Retrospectiva 2010

  1. Caracas como me identifico com vc !!! Também tenho medo do novo, mas as vezes vejo tantos amigos que mudaram seus paradigmas e se realizaram muito mais…..as vezes penso que a carreira profissional que escolhi me deixa assim com um pouco de medo porque tenho que procurar algo novo todos os dias pra sobreviver nesta concorrência dos trabalhos.
    Um grande e imenso ano novo de muitas felicidades e alegrias e melhor um felicissimo casamento!!!
    Beijus,

    Daniela Neves

  2. Também tenho muito medo de conhecer o desconhecido. Os fogos anunciam mais 365 dias de lutas, batalhas, alegrias, tristezas, conquistas… é um misto de emoções sem fim. Mas fazer o quê? O jeito é empinar o nariz, botar o bumbum pra dentro e torcer para que os bichos-papões imaginados, na verdade, não passem de meros Ursinhos Bilus. =P

  3. Uhuu!!O ano do nosso casamento!!
    Me sinto exatamente desse jeito Ise!! Não fiquei tâo ansiosa pela chegada de um ano como estou nesse!!

  4. Todos os anos ganhamos e perdemos coisas , faz parte!
    Dezembro tambem foi super corrido para mim, nem comprei presente para ninguem, nem para o noivo rs
    Feliz 2011! Que Deus abençoe seu casamento!

    bjinhuss

  5. Eu tb sou medrosa quando se trata de mudanças… talvez até medrosa demais.
    Estou ansiosa por 2011 pois vou me formar, aliás já estou numa correria doida aqui fazendo estágios durante as férias da faculdade, emendando jornada de trabalho com estágio e não vejo a hora disso acabar!
    Feliz 2011, Ise!!!
    Já estava com saudades de comentar aqui!
    Bjos

  6. Eu via aquele povo comemorando TANTO e só pensava em como aquele ano deveria ter sido ruim para eles.

    /\
    ll

    hauhauahauhauahuahaua

    Eu nunca pensei nisso, mas faz sentido sim rs

    Isso da zona de conforto me lembrou de uma história que um ex me contou um tempo depois que meu pai faleceu – foi em julho de 2010 – de um cachorro que deitou em cima do prego e ficava ganindo, mas nao se levantava…

    beijo grande

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