$eu rico dinheirinho…

Bom dia, meninas.

Hoje dando uma rápida olhada no facebook em meio às provas que estou preparando, um link postado pelo perfil do CSG, me chamou a atenção:

O seu, o meu e o nosso

O artigo fala sobre a questão do dinheiro para o casal. E se você está pensando em casar, organizando o casamento ou já casou, tem sempre motivos para pensar nisso.

Primeiro porque, ideologias a parte, dinheiro é fundamental para sobrevivência. E sim, traz felicidade. Não acredito que ele seja responsável por ela de jeito nenhum, mas o dia mais feliz da minha vida (o do meu casamento) custou uma boa grana. Assim como várias outras coisas que me deixaram muito feliz: nosso apartamento, meu carro, nossa viagem de lua de mel, minha primeira viagem ao exterior…

Eu não estou dizendo que o único jeito de ser feliz é comprando bens e coisas, entendam direitinho. Eu só estou dizendo que algumas das felicidades da vida a gente consegue sim comprar… Não acho que seja imprescindível ter a festa de casamento dos sonhos para ser feliz, mas realizar esse sonho, não teve preço. Para mim.

As pessoas são diferentes e tem parâmetros diferentes no que diz respeito à utilidade do dinheiro. E por isso o meu post: você já pensou no seu relacionamento com o dinheiro e no relacionamento do seu (futuro) marido com o talzinho? Porque sim, ele sempre será um terceiro elemento na relação de vocês.

E eu coloquei de propósito coisas que eu comprei e que me fizeram feliz ali em cima: ” nosso apartamento, meu carro, nossa viagem de lua de mel, minha primeira viagem ao exterior… “. O segundo e o quarto itens, foram comprados antes que eu conhecesse o Gustavo. Ganhar e decidir como gastar o meu dinheiro eram questões que diziam respeito só a mim. A decisão de aceitar determinado projeto, por exemplo, passava simplesmente pelo meu julgamento: de quanto tempo EU disponho? Como estão as MINHAS finanças? O que EU pretendo fazer nos próximos meses? E assim eu decidia se toparia pegar algum projeto paralelo ao meu trabalho. Da mesma forma, eu decidia sozinha se ia torrar toda aquela grana naquele par de botas só porque eles são lindos. Eu trabalhei, as minhas contas são pagas..por que não me dar um presentinho? Eu mereço. Aliás, “eu mereço” justificaram MUITAS das minhas compras…hahahaha

E quem disse que a gente precisa de desculpa para comprar o que gosta? Um grande viva à independência financeira, que me faz cair da cama antes das 6h (e aí eu odeio as feministas que queimaram o tal sutiã)  mas que também me permite passear pelo shopping cheia de sacolas SEM CULPA (feministas do passado, obrigada!).

Só que quando a gente gosta de alguém e decide que é AQUELA pessoa com quem a gente quer passar todos os dias da existência sentindo o cheiro DELA no travesseiro, torrar grana no shopping parece desimportante. Mas é aí que entra a análise fria e cruel da situação: quem é essa pessoa que eu quero na minha vida e como ela lida com as coisas dela? E sim, essa análise é importante, porque vocês não vão dividir só beijinhos e carinhos, mas tempo e dinheiro. E nesses dois itens, as pessoas costumam ter opiniões bem claras e diferentes umas das outras… por isso é bom checar a quantas anda o seu amor e o que você quer para a sua vida.

Eis a realidade: além da festa, a lua de mel custa…a casa custa, montar a casa custa…e manter a casa então… essas são coisas que sempre custaram e vão continuar custando. A diferença é que a mulher saiu e foi trabalhar fora de casa (nem vamos entrar na discussão do tanto que se trabalha dentro de casa também…rs) e agora contribui com a renda familiar – sim, é isso que vocês são depois do casamento, uma família.

Imagino eu que o consenso total não exista. Mas tenho certeza de que ensinei muitas coisas para o Gustavo e aprendi outras tantas… e para tantas das nossas questões práticas financeiras, o ensaio geral foi, de fato, a organização do casamento.

Foi ali que a gente juntou nossos dinheirinhos pela primeira vez – de uma maneira bem diferente da que a gente usa em casa hoje. Mas foi ali que começamos a fazer planos juntos de longo prazo e a pagar (juntos) por eles. Primeiro quando começamos a organizar nossas finanças e dpercebemos que, além de pagar as continhas do mês (as dele maiores que as minhas porque envolveu a mudança dele de BH para SP), conseguiríamos pagar prestações de um apartamento na planta. Meses depois sentamos de novo e fizemos as contas para ver quanto poderíamos casar em uma festa de casamento. E até aí, pagávamos tudo rigidamente 50-50. Metade dele, metade minha.

Com o casamento se aproximando, as compras para a casa, os extras do casamento fomos naturalmente encarando o casal to-be: ele me socorreu e eu o socorri. Quem tinha, pagava. Paramos de ver o salário dele e o meu e começamos a ver A NOSSA renda.

E lidar com dinheiro é sempre problemático (se ele falta então…). As prioridades das pessoas são naturalmente diferentes e o conceito do tipo de felicidade que se compra também. Aí a gente aprende que precisa respeitar e ser respeitado nos pequenos gostos, no supermercado, nos presentes que dá e se dá. A gente aprende que dinheiro é só uma das coisas que se divide no casamento e que pode ser tão difícil quanto dividir tempo. Ou o banheiro. Ou o cobertor. E a gente aprende que não, não dá para fugir da fase de adaptação, das conversas, de quebrar as cabeças juntos para decidir onde vai aquele tanto que a gente rala tanto para conseguir. É o dinheiro da casa, o tempo da casa, o cuidado da casa além do cuidado que vocês precisam ter um para com o outro e sozinhos, consigo mesmos.

Falar de tempo e dinheiro é sim fazer planos. É se organizar para que as coisas importantes para vocês possam acontecer. E qual relacionamento existe sem planos?

Não é mole. Mas é muito bom. Bom como a segurança de que você vai ter sempre alguém para te ajudar a segurar as pontas, definir prioridades, ganhar tempo ou dinheiro. Tranquilidade da certeza de que ele não vai torcer o nariz porque você TINHA que comprar a bolsa que estava com um preço espetacular naquela loja  – e dele, de saber que você não vai detonar o plano de videogame sei lá das quantas em prol do feriado na praia que você queria. Consciência de que meia dúzia de brigas vão existir – mas que arestas aparadas significam que vocês melhoraram mais um pouquinho – o relacionamento de vocês e sua postura como pessoa.

Porque casar é muito, mas muito diferente de ter um roommate.

É MUITO MELHOR.

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4 Respostas para “$eu rico dinheirinho…

  1. Ise sem dúvidas nenhuma você deveria escrever um livro! Você me emociona a cada post. *-* É, o dinheiro é uma coisa bem complicada viu… Irei noivar em janeiro, e meu namorado é MUITO mão de vaca, as vezes eu até gosto, porque sou MUITO descontrolada e ele me ajudaria um pouco. Mas por outro lado tenho muitoo medo porque vejo o que minha mãe passa e sofre com meu pai por ele ser mão de vaca tbm. Mas seja o que Deus quiser néh! rsrs

  2. Acho que depende de como vocês lidam com isso. O Gustavo é um chuchu para me cortar na hora e me dar razão depois “nossa, a gente precisava mesmo ter comprado tal coisa….” hahahahaha Mas o x da questão é aprender a lidar e saber sempre o que tem e o que falta de grana. Sinceridade é tudo…

  3. Krk, sensacional o post.
    Estamos passando por uma reforma em casa(na verdade o chamamos de “LOFT”, porque é mais chique) e quando achamos que ja esta tudo pronto, algo acontece e lá se vai mais grana. A pessoa que escolhemos para compartilhar essa “dor de cabeça” é de suma importância pois é ela que nos tranquiliza em algumas situações e é claro que há recíproca. Amei esse blog (e olha que nem sou noiva….AINDA). Felicidades a todas nós…..

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